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10/24/2017 11:45:59 AM
Safra curta prejudica trabalhadores do corte da cana

Com mais da metade das usinas do Estado em operação, a Fetag-AL e a Fetar-AL informaram que, apesar das dificuldades que atravessam o setor sucroenergético alagoano, mais de 50 mil trabalhadores serão empregados neste ciclo.
De acordo com Cícero Domingos, presidente da Fetar-AL e secretário de Assalariados da Fetag-AL, o que vai causar impacto na vida do trabalhador do corte da cana, neste ciclo, é o tempo de duração da safra.
“A safra começou tarde e a maioria das usinas começou a contratar a partir da segunda quinzena de outubro. Como a moagem deve ser curta, perdurando por cerca de quatro meses, acabando em fevereiro, os trabalhadores só terão direito ao mês trabalhado”, afirmou o dirigente sindical.
Segundo Domingos, outro agravante está no tipo de contratação realizado pelas empresas. “Grande parte das usinas fez o contrato safrista. Com isso, não há o direito ao seguro desemprego; 40% da multa rescisória e nem ao aviso prévio. Acabou a safra, não há nada para ser pago ao trabalhador”, finalizou, lembrando que o piso atual da categoria é de R$ 970.

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