Trabalhadores do campo não descartam paralisação

Sem chegar a um denominador comum com a classe patronal quanto ao valor do reajuste salarial previsto para a convenção coletiva 13/14, os trabalhadores do campo do setor sucroenergético alagoano não descartam a possibilidade de cruzar os braços por tempo indeterminado.
De acordo com o secretário de Assalariados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Alagoas (Fetag-AL), Antonio Torres, a categoria apresentou uma nova contraproposta de 8% de aumento dividido em duas vezes que não foi aceita pelos empregadores.
“O primeiro reajuste seria de 5%, pago em novembro e o segundo em janeiro de 3%. Mas a comissão que representa a classe patronal não aceitou. Eles oferecem um reajuste de 7% dividido em duas vezes, sendo a primeiro de 5% em novembro e o segundo de 2% em janeiro. Como não chegamos a um acordo, os trabalhadores não descartam fazer um paradeiro”, esclareceu Torres, lembrando que a data-base da categoria é o dia 1º de novembro.
Os trabalhadores estarão reunidos em assembleia, nesta terça-feira, 05, na sede da Fetag-AL, a partir das 9h, para debater as propostas e deliberar a respeito de uma possível paralisação. “Estaremos com representações dos 49 Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) da zona canavieira. São eles que irão decidir se vamos cruzar os braços, ou não”, reforçou Torres.