Representantes da Fetag-AL retornam à Alagoas após participarem de mobilização em Brasília

A comitiva formada por gestores da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Alagoas (Fetag-AL) e presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoas retornaram de Brasília nesta quinta-feira, 22, após participarem da I Mobilização Nacional dos Assalariados. 
Ao lado de mais de 5 mil trabalhadores assalariados e assalariadas rurais de todo o país eles realizaram na terça-feira, 20, de uma mobilização na Esplanada dos Ministérios. No mesmo dia os representantes das 27 unidades da federação tiveram uma audiência com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho e Pepe Vargas  do Ministério do Desenvolvimento Agrário, para debater um documento com as exigências entregue ao Governo Federal em  29 de fevereiro.
Após a audiência não houve uma resposta concreta à pauta de reivindicações. Os ministérios envolvidos alegaram que o prazo foi insuficiente para analisar todas as questões. As lideranças das Federações Estaduais junto com a Contag vão aguardar até o dia 25 de abril, para que o Governo anuncie um pacote de medidas que satisfaça os trabalhadores(as).
Os trabalhadores querem o fim da informalidade nas relações de trabalho no campo, a falta de uma fiscalização constante e eficiente para combater o trabalho escravo, além da falta de um programa de transição da mecanização, que está extinguindo milhares de postos de trabalho no campo, principalmente no setor sucroalcooleiro.
Segundo o secretário de Assalariados da Fetag-AL, Antônio Torres, mesmo sem uma resposta ao documento, o Congresso Nacional atendeu a alguns pontos cobrados durante a audiência. “Conseguimos avançar com Proposta de Emenda à Constituição 438/2001, a PEC do Trabalho Escravo, que ficou para ser votada em 8 de maio. Inclusive entregamos pessoalmente ao presidente da Câmara dos Deputados o documento com todas as outras exigências”, explicou Torres.
Ainda segundo Torres, a I Mobilização dos Assalariados serviu para chamar à  atenção do poder público para as questões rurais. “O próprio Governo nem sabia que existia trabalhadores assalariados no Brasil. Com a mobilização poderemos finalmente brigar pelo acesso a programas como o Minha Casa Minha Vida e ter direito ao seguro desemprego”, finalizou.