Postos de trabalho no campo devem ser preservados na safra 15/16

Com duas usinas em operação, teve início oficialmente a nova safra da cana 2015/2016 em Alagoas. Apesar da crise econômica que assola o país e que há alguns anos já vinha sendo vivenciada pelo setor sucroenergético, os mais de 55 mil postos de trabalho no campo existentes no Estado deverão ser preservados.
De acordo com Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Alagoas (Fetag-AL), para que possam moer no novo ciclo, as usinas deverão manter o mesmo contingente de trabalhadores do ciclo passado.
“Vamos ter uma posição mais definida a partir da segunda quinzena deste mês de setembro, quando a maioria das unidades vai começar a moer. Mas, por enquanto, não trabalhamos com a possibilidade de perdas significativas de postos de trabalho”, afirmou Cícero Domingos, secretário de Assalariados da Fetag-AL.
Segundo o dirigente sindical, a expectativa é que as usinas beneficiem neste novo ciclo a mesma quantidade de cana da safra 14/15, que foi superior a 23 milhões de toneladas.
“A cana está no campo para ser cortada na mesma quantidade que existia na safra passada. Fomos informados que algumas unidades industriais, por conta da crise, irão reduzir, no próximo ciclo, a quantidade de máquinas usadas no corte da cana. Com isso, permanece e até se amplia um pouca a oferta de emprego no campo”, reforçou Domingos.
De acordo com ele, no campo, além do corte, postos de trabalho também existem no plantio de verão, irrigação e nos tratos culturais da lavoura da cana.