Fetag-AL alerta para desemprego no campo por conta da quebra de safra

As dificuldades enfrentadas pelas usinas em decorrência da crise financeira que atravessa o país vêm sendo agravadas também pela falta de chuva na região canavieira. Diante deste quadro pouco animador, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Alagoas (Fetag-AL) já trabalha com a previsão de quebra de safra superior a cinco milhões de toneladas de cana.
“A gente sabe que vai ter uma quebra de safra grande. Quando isto ocorre, apesar da possibilidade de haver uma melhora nos preços, o desemprego no campo aumenta. As contratações caem. Hoje, Alagoas vive este cenário. O preço da cana tá mais atrativo, mas isso só beneficia fornecedores e usineiros. Não traz benefícios para nós trabalhadores”, afirmou o secretário de Assalariados da Fetag-AL, Cícero Domingos.
De acordo com ele, há casos de usinas que, no ciclo passado, tiveram uma moagem de seis meses e que, na safra atual, deverão permanecer em operação por apenas quatro meses.
“Este cenário reflete diretamente no trabalhador que permanece menos tempo contratado, ganhando menos dinheiro e tendo que sofrer com uma entressafra mais prolongada”, destacou Domingos.
Apesar do panorama difícil, o secretário de Assalariados da Fetag-AL acredita que o setor terá o fôlego renovado com as medidas que estão sendo anunciadas pelo governo com políticas públicas voltadas ao setor sucroenergético.
“Com isso, as usinas poderão investir novamente nos canaviais, plantando e recuperando novas áreas, gerando mais emprego e renda no campo. Afinal, Alagoas já chegou a moer 30 milhões de toneladas de cana e, atualmente, já se fala em moer neste ciclo 16 milhões”, finalizou.