Crise mundial segura mecanização no campo e assegura empregos de canavieiros

O reflexo da crise financeira mundial – responsável pela redução da oferta de emprego em vários países – obrigou as usinas do setor sucroenergético a frear os investimentos previstos no processo de mecanização do campo em Alagoas. Com isso, a extinção de postos do trabalho já existentes do corte da cana, por conta da aquisição de novas máquinas colheitadeiras, foi evitada.
“Muitas usinas não tiveram como investir e não compraram mais máquinas para o corte da cana-de-açúcar. Desta forma, a oferta de emprego para quem trabalha no campo não sofrerá impacto neste novo ciclo”, declarou o secretário de Assalariados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Alagoas (Fetag-AL), Antonio Torres.
De acordo com ele, desde a safra 11/12 as unidades industriais não comparam novas máquinas colheitadeiras. Apesar disso, segundo Torres, a mecanização do campo foi responsável pela redução de 40% dos empregos nas últimas safras.
Segundo dados apresentados pela entidade que representa os trabalhadores rurais de Alagoas, o setor oferta no Estado – durante o período da safra – atualmente uma média de 60 mil postos de trabalho.
“Porém, com o fim da crise, os investimentos voltarão a ocorrer. Com isso, novos postos de trabalho no corte da cana deverão ser registrados com a retomada do processo de mecanização”, acrescentou o secretário da Fetag-AL.